Direito à cidade
Se todos os direitos sociais se concretizam nas cidades, precisamos pensar o desenvolvimento das cidades capixabas com gestão participativa, políticas públicas e combate aos indicadores de desigualdade.
A pré-campanha de Isabella Mamedi a deputada estadual pelo Espírito Santo: em defesa do direito à cidade, das políticas públicas e da participação social — para que a cidade seja mais do que o lugar onde a gente estuda e trabalha, e sim o lugar onde a gente vive.
A política se constrói no cotidiano das cidades.
Cada rua, cada praça, cada linha de ônibus é um campo de disputa. As desigualdades não respeitam fronteiras municipais — elas se expressam na cidade, no corpo de quem acorda cedo, pega condução lotada e atravessa horas para chegar onde as oportunidades estão. Quando o Estado falha no desenvolvimento justo, as cidades viram labirintos de deslocamento. É isso que precisamos mudar.
Quem é a Isabella
Aos 13 anos, eu já cruzava a Grande Vitória de ônibus todo dia — de Feu Rosa, na Serra, até a Escola Renato Pacheco, em Vitória. Meus pais acreditavam que assim eu teria mais chances de entrar na UFES. E na janela daquele ônibus, uma pergunta não saía da cabeça: por que a escola pública de um bairro de classe média em Vitória é considerada melhor que a escola pública do meu bairro?
Foi nesse trajeto que minha consciência política se formou. Entrei no movimento estudantil secundarista, passei em Direito na UFES, presidi o DCE, atuei no CA, na UNE, no Conselho Gestor de Transporte da Grande Vitória. Saí para acumular experiência nacional — coordenei políticas de juventude no governo federal — e voltei ao Espírito Santo com um projeto claro: transformar em política o que aprendi vivendo e disputando a cidade.
A cidade não pode ser direito só de quem pode pagar por ela.
Pautas concretas que mexem na vida real — do aluguel ao busão, da quebrada ao plenário.
Se todos os direitos sociais se concretizam nas cidades, precisamos pensar o desenvolvimento das cidades capixabas com gestão participativa, políticas públicas e combate aos indicadores de desigualdade.
Tarifa zero e políticas de habitação social: transporte e teto não podem ser privilégio. Transporte público, gratuito e de qualidade é acesso à escola, ao trabalho e ao lazer. Morar com dignidade precisa ser um direito de todos.
Políticas públicas que mudam vidas e melhoram o dia a dia do capixaba precisam estar protegidas em lei — não apenas pela vontade de governos.
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